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Polícia COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

POLÍCIA CIVIL DESARTICULA REDE DE FACÇÃO ENTRE MT E RJ, PRENDE FORAGIDOS E SEQUESTRA FROTA DE LUXO AVALIADA EM R$ 1,5 MILHÃO

Redação: Folha da Capital
25 de August de 2026 - 12:19
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POLÍCIA CIVIL DESARTICULA REDE DE FACÇÃO ENTRE MT E RJ, PRENDE FORAGIDOS E SEQUESTRA FROTA DE LUXO AVALIADA EM R$ 1,5 MILHÃO

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Dark Route, com o objetivo de desarticular um núcleo de uma facção criminosa que mantém conexões entre Mato Grosso e o Rio de Janeiro. A investigação aponta que criminosos foragidos da Justiça utilizavam áreas dominadas pela organização no território fluminense como base de proteção, articulação e suporte às atividades criminosas.

Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e cinco ordens de sequestro de veículos de luxo. As medidas foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá, a partir de investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).


As ordens judiciais são cumpridas em Várzea Grande e no Rio de Janeiro. Entre os alvos estão criminosos apontados como integrantes do grupo, além de pessoas responsáveis por oferecer suporte financeiro, operacional, logístico e patrimonial à organização.

BASE DE PROTEÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Segundo as investigações, o Rio de Janeiro não era utilizado pelos criminosos apenas como esconderijo. A estrutura montada no Estado fluminense teria funcionado como um ponto estratégico de proteção e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes armados e pessoas ligadas à liderança do grupo.

Parte dos investigados estava instalada no Complexo do Alemão. De acordo com a Polícia Civil, a estrutura servia como uma espécie de entreposto operacional, permitindo a circulação de foragidos e soldados armados, além da manutenção de conexões com as atividades desenvolvidas em Mato Grosso.

GRUPO TINHA ACESSO A FUZIS

A investigação também identificou a capacidade bélica do grupo. Integrantes foram registrados portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito.

Os levantamentos apontaram ainda movimentações relacionadas à guarda e ao remanejamento de armas e munições, além da presença de soldados armados em áreas dominadas pela facção. Imagens obtidas durante a investigação mostram integrantes manuseando fuzis associados a referências da organização criminosa e ao apelido de uma das lideranças investigadas.

ALVO FOI PRESO APÓS SAIR DO COMPLEXO DO ALEMÃO

Antes da deflagração da operação, um dos investigados já havia sido preso. O mandado foi cumprido na quinta-feira (20), no Rio de Janeiro.

Apontado como um dos auxiliares da liderança do grupo, o suspeito foi localizado após deixar o Complexo do Alemão para frequentar uma academia. A prisão contou com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Durante a fase ostensiva da Dark Route, outros dois alvos foram presos em Várzea Grande. No município, também foi cumprida uma ordem de busca e apreensão contra outro investigado.

PRINCIPAL ALVO CONTINUA FORAGIDO

O principal alvo da investigação é considerado foragido da Justiça de Mato Grosso e permanece escondido no Rio de Janeiro. Ele não foi localizado durante esta fase da operação.

Apesar disso, as investigações resultaram em um novo mandado de prisão preventiva contra o suspeito, relacionado aos fatos apurados na Dark Route.

Segundo os investigadores, a fuga para o Rio de Janeiro não teria interrompido a atuação criminosa do alvo. Ele continuaria mantendo contatos com operadores financeiros, integrantes armados, familiares e pessoas utilizadas para ocultar patrimônio e dar suporte às atividades do grupo.

FROTA DE LUXO É ALVO DE SEQUESTRO

A investigação também identificou uma frota de veículos de alto padrão utilizada por integrantes do grupo no eixo entre Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Parte dos automóveis estava registrada formalmente em nome de terceiros, embora fosse utilizada por pessoas próximas à liderança investigada. Para a Polícia Civil, os veículos poderiam servir tanto para deslocamentos e logística quanto para ostentação e ocultação patrimonial.

A Justiça determinou o sequestro de cinco veículos: um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross. O valor conjunto dos automóveis é estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

A medida faz parte da estratégia de descapitalização da organização criminosa, atingindo não apenas seus integrantes, mas também bens que, segundo a investigação, estariam relacionados à estrutura de apoio e ao poder econômico do grupo.

OPERAÇÃO ATINGE ESTRUTURA NOS DOIS ESTADOS

A Dark Route foi estruturada para atingir diferentes pontos da organização criminosa. De um lado, a Polícia Civil busca localizar e prender criminosos foragidos que encontraram no Rio de Janeiro uma área de proteção. De outro, a investigação mira os braços financeiros, operacionais, logísticos e patrimoniais responsáveis por sustentar a atuação do grupo em Mato Grosso.

Com prisões já realizadas, mandados ainda em cumprimento e o sequestro de uma frota avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão, a operação busca enfraquecer a rede de apoio e retirar recursos utilizados pela organização.

NOME DA OPERAÇÃO

O nome Dark Route faz referência à rota criminosa estabelecida entre Mato Grosso e Rio de Janeiro, utilizada, segundo as investigações, para a circulação de integrantes, recursos financeiros, suporte logístico e veículos vinculados ao grupo.

A conexão permitia, conforme apontado pela Polícia Civil, a manutenção de criminosos foragidos no território fluminense enquanto seus braços operacionais, financeiros e patrimoniais continuavam atuando em Mato Grosso.

Fonte: PJC

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