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MATO GROSSO REGISTRA ALTA DE 11% NOS FEMINICÍDIOS E TEM A 3ª MAIOR TAXA DO BRASIL

Estado reduz homicídios de mulheres, mas assassinatos motivados por violência de gênero aumentam e acendem alerta sobre a proteção às vítimas.Mesmo com a redução no número geral de homicídios de mulheres, Mato Grosso segue enfrentando um cenário preocupante quando o assunto é violência de gênero. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública ...

Redação
24 de July de 2026 - 16:54
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MATO GROSSO REGISTRA ALTA DE 11% NOS FEMINICÍDIOS E TEM A 3ª MAIOR TAXA DO BRASIL

Estado reduz homicídios de mulheres, mas assassinatos motivados por violência de gênero aumentam e acendem alerta sobre a proteção às vítimas.


Mesmo com a redução no número geral de homicídios de mulheres, Mato Grosso segue enfrentando um cenário preocupante quando o assunto é violência de gênero.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que os casos de feminicídio cresceram 11% no estado, colocando Mato Grosso na terceira posição do ranking nacional, atrás apenas do Acre e de Rondônia.


De acordo com o levantamento, o estado registrou 95 homicídios de mulheres em 2025, contra 99 no ano anterior. Em contrapartida, os feminicídios passaram de 47 para 53 casos, elevando a taxa para 2,7 vítimas a cada 100 mil mulheres.


Outro dado que chama atenção é que mais da metade das mulheres

assassinadas em Mato Grosso foi vítima de feminicídio. O percentual chegou a 55,8%, bem acima da média brasileira, que é de 44,4%.

Isso reforça que a violência doméstica e os crimes praticados por companheiros ou ex-companheiros continuam sendo uma das principais causas das mortes de mulheres no estado.


O Anuário também revela aumento nas tentativas de feminicídio e nos registros de violência psicológica. Mato Grosso aparece com a segunda maior taxa de tentativas de feminicídio do país, evidenciando que muitas mulheres sobrevivem a ataques graves, mas continuam expostas ao risco de novos episódios de violência.


Especialistas alertam que o feminicídio costuma ser o desfecho de um histórico de ameaças, agressões, perseguições e descumprimento de medidas protetivas.

Diante dos números, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública defende o fortalecimento das políticas públicas de prevenção, ampliação da rede de proteção às vítimas e fiscalização mais rigorosa das medidas judiciais para evitar novas mortes.

Fonte: Lapada Lapada

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