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ENTREGADORES POR APLICATIVO DE CUIABÁ ADEREM À PARALISAÇÃO NACIONAL E COBRAM REAJUSTE NA TAXA MÍNIMA

Redação Folha da Capital
31 de July de 2026 - 14:29
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ENTREGADORES POR APLICATIVO DE CUIABÁ ADEREM À PARALISAÇÃO NACIONAL E COBRAM REAJUSTE NA TAXA MÍNIMA

Entregadores por aplicativo da região metropolitana de Cuiabá aderiram, nesta sexta-feira (31), à paralisação nacional da categoria. Os trabalhadores se concentraram no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), desligaram os aplicativos de entrega e realizaram uma manifestação pelas ruas da capital para reivindicar melhores condições de trabalho e remuneração.

A principal reivindicação do movimento é o aumento da taxa mínima paga por entrega. Segundo os entregadores, o valor atual, em torno de R$ 3,50, está defasado e não cobre os custos da atividade, como combustível, manutenção dos veículos e alimentação. A categoria defende que o piso passe para R$ 10 por entrega.

Após a concentração na UFMT, os manifestantes seguiram em carreata por diferentes regiões da cidade. O grupo passou pelo bairro Jardim Aclimação, nas proximidades de um shopping center, chamando a atenção da população para as demandas da categoria.

 

Projeto em discussão

A mobilização ocorre em meio às discussões sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos no Congresso Nacional. Um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados propõe remuneração mínima de R$ 8,50 por entrega para trajetos de até 3 quilômetros de carro ou 4 quilômetros realizados a pé, de bicicleta ou motocicleta.

O texto também prevê uma modalidade alternativa de pagamento por tempo trabalhado, com remuneração mínima equivalente a R$ 14,74 por hora, valor baseado em dois salários mínimos proporcionais.

Já a proposta defendida pelo Governo Federal estabelece um piso de R$ 10 por entrega, acrescido de R$ 2,50 por quilômetro percorrido além da distância inicial.

Por outro lado, representantes das plataformas de entrega afirmam que as propostas em debate podem elevar significativamente os custos da operação, tornando o modelo de negócios economicamente inviável e impactando tanto as empresas quanto os consumidores.

A paralisação desta sexta-feira integra um movimento nacional organizado por entregadores de diversas cidades brasileiras, que reivindicam uma regulamentação que garanta remuneração mais justa, melhores condições de trabalho e maior proteção social para a categoria.

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